Conhecimento 2.0: além do clichê
Artigo publicado em 30 de novembro de 2008Tudo 2.0? A mania de associar a produção de conteúdo digital aos preceitos da chamada web 2.0 era chique, virou mania e desembocou num clichê. Não ser “2.0″ é politicamente incorreto na internet. Ser crítico de blogs, youtubes e quetais é correr o risco de ser linchado em eventos e debates, tachado de reacionário ou coisa pior.
A Cidade do Conhecimento 2.0 surgiu como um desdobramento do projeto Cidade do Conhecimento, que surgiu em 1999 no Instituto de Estudos Avançados da USP, passou a grupo de pesquisa no Depto. de Cinema, Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes em 2005 e assume, a partir de 2007, a configuração de uma rede que integra professores, pesquisadores e estudantes da USP mas também de outras universidades, empresas e organizações da sociedade civil.
Seremos capazes de ir além do clichê? O que é fato, o que é mito na geração de conteúdo pelos usuários? Quem de fato controla a internet? E, talvez ainda mais importante, quais os contornos e caminhos da web 3.0?
A partir de 2009, a Cidade do Conhecimento 2.0 oferece aos interessados em participar da formulação de respostas um espaço livre, aberto mas moderado, vinculando os mundos da pesquisa, da educação e do ativismo responsável, em parceria com o iG, a Kaizen Games, a Comissão Européia e parceiros em várias universidades no Brasil e no exterior.
No final das contas, quem definirá o alcance dessa iniciativa é você. Ou será que isso é 2.0 demais?

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